Dou início aqui a um blog para registrar experiências e compartilhar dicas de viagem. Começo pela minha primeira viagem aos EUA. Minha mãe ficaria orgulhosa, sempre foi sonho dela me ver aqui e ainda bem que comecei por cidades pequenas, tão provincianas quanto a minha, ou não sei se daria conta! Em função do meu trabalho, mesmo sem um amplo planejamento, já que não houve tempo hábil para tal, parti rumo a Roanoke. Uma aventura e tanto! Compartilho aqui os dois primeiros dias e já aviso, ainda não cheguei ao destino correto! A inspiração são os textos enviado por e-mail pela minha cunhada, a Flavia, quando ela esteve por alguns estados americanos. Claro que não tenho o talento dela, mas vale o registro:
Dia 1
Dia de embarcar e descobrimos pela manhã que parte da conexão estava furada, ou seja, a agência que comprou os bilhetes (Fly Tour) fez uma conexão, mas errou o dia. Isso significa que eu deveria sair do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro às 20:40 do dia 19 de abril e sair do México no dia 19 às 09:25 da manhã, como ainda não consigo voltar no tempo, era melhor correr e ajeitar a confusão antes de chegar sem visto ao México. Rodrigo foi fundamental nesse processo e minha irmã Fernanda também. Enfim, a agência não funciona sábado e o Rodrigo ainda assim, como fera que só ele em pesquisa, descobriu um telefone de emergência, mas em uma hora dessas não resta muito o que fazer. A agência disse não poder mexer no vôo feito pela agência do Rio, fora todo o descaso e confusão. A VARIG não atendia em nenhum dos seus números. Rodrigo foi ágil mais uma vez e propôs que rumássemos para o aeroporto o quanto antes. Terminei de arrumar as malas e detalhes finais e fomos para o Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro com 7 horas de antecedência. NaVARIG, disseram que somente a DELTA poderia fazer a mudança. Adiamos o vôo do Wadih, que não conseguira visto, tendo em vista a burocracia na embaixada e foi tranquilo, pagamos a multa. Na DELTA, após andarmos quilômetros para o outro terminal, descobrimos que o guichet só abriria às 19:00. Paciência! Fomos mostrar os aviões para o Kauan, que estava curtindo o passeio mesmo com tanta confusão. Nada como ser criança! E fomos comer alguma coisa, já que não havíamos almoçado. De volta à DELTA, conseguimos mudar o vôo, graças ao Santo Joaquim, o atendente anjo da guarda e finalmente embarquei. Vôo com muito atraso, claro!!!!!!!!!! Tentar tarifa mais barata, tem dessas coisas, desci em Guarulhos, SP e troquei de avião. Passei novamente pela alfândega e mesmo com pessoas mau humoradas e de bota de salto me apertando o pé (preferi ficar chic e segura do que mais baixinha, confortável, porém insegura...afinal, nada como estar em cima do salto!), me mantive forte no jogo do celular, PACIÊNCIA! (que o Rodrigo PACIENTEMENTE tem me ensinado a jogar...pois nunca tinha tido PACIÊNCIA de aprender). Sorte para vôo demorado é ir na fileira de dois lugares, quando há fileira com 4 e sentar ao lado de uma moça descolada, dona de uma clínica de estética recém inaugurada e garantir um brinde quando voltar de viagem! Adorei conhecer a Katia, que me estimulou a manter firme o plano de conhecer Portugal ano que vem com Rodrigo...ela me deu várias dicas de viajante. Estou louca para colocar no Diário de Bordo que faço a mão. Bem, voltando a esta viagem, trocado o avião, rumo a ATLANTA. Quase nove horas de vôo, chegamos
às 07:15 e eu vi o sol nascer do avião. Foi muito forte essa imagem. Por falar em imagem...vamos ao segundo dia.
Dia 2
Cheguei ao México, Cidade do México, e não sei porque a música incidental do filme "A Mexicana" (onde protagonizam Brad Pitt e Julia Roberts) começou a tocar na minha cabeça. Ao notar várias aeronaves onde via-se escrito "MEXICANA", lembrava do Brad Pitt chegando ao México e indo alugar carro (Raol!!!!!!!!!! Quem viu, sabe do que se trata). Lembrei também do meu primo Rennan, fã do México e do Ricardo Fletes, pesquisador renomado que atendíamos na CESPI. Bem, o Rennan ficaria surpreso com o tamanho da Cidade do México, que lembra bastante o Rio e a sua tendência cosmopolita, longe dos lugares ermos a la Pita! Quero conhecer o México e as pirâmides, visitar o museu Frida Kahlo, curtir o México típico, mas hoje não foi possível e nem era o caso. Peguei um vôo de conexão para Atlanta e no Rio me asseguraram (desde a agência) que eu não precisaria de visto Mexicano e aqui vai uma dica muito importante, se fizer conexão por outros países, TENHA O VISTO!!!!!!!!!!! Eu não tinha, a fila para a imigração era ENORME e perdi o vôo. Resultado, fiquei escoltada o dia inteiro e andando de um lado para o outro, até ficar na sala de imigração (que dá medo e é chata) escoltada até que resolvessem minha papelada na DELTA. Me trataram bem, fizeram tudo, mas se eu tivesse o VISTO, teria chegado a Roanoke e evitaria constrangimentos. Vi que preciso ficar fluente no espanhol, que gastei quase todo hoje. Eu cheguei a pegar formulário, mas desanimei e não tive tempo, visto a burocracia do visto americano para o Wadih, que era a prioridade. Bem, achei o aeroporto reformado do Mexico, bonito, mas as pessoas são um pouco confusas, não sabem lidar muito com exceção e não encontram facilmente quem precisa resolver e decidir. Alguma semelhança com brasileiros? No final, relaxada, já que não tinha jeito, pedi a ultima oficial que me acompanhou (foram 4 ao todo) que me deixasse comer, pois o fuso me colocava duas horas atrás e pelo horário do Brasil, eu já teria almoçado. Fomos a um lugar e comemos chilly e quesadillas, com limonada. Agradeço a doçura das oficiais. Fiquei vendo televisão e me assustei com tantas marcas brasileiras e os programas de fofoca, celebridades...cruzes! Nós, latinos...bah!
Voei para Atlanta e a Delta tem atendentes ótimos, passa filme (Rodrigo ia amar) e dá de presente no vôo internacional o headset (não sei onde vou encaixar aquele plug depois, mas Rodrigo deve me ajudar com isso...ele é o high tech guy). A imigração me lembrava o livro Basical Survival, que gosto de trabalhar. Lembrei da Anelise (Walk through to Customs control, stay behind the yellow line, booth 4...). Não tinha a voz chata, muitos negros trabalhando e tinha um intérprete, que falava português! As pessoas gostam de saber que estamos chegando do Brasil e dizem "obrigado" em português...e "tchau". Bonitinho, né? O cara que me atendeu, parecia um policial de filme americano (claro, né?) e não foi simpático, nem disse "Welcome". Perguntou porque eu estava indo para os Estados Unidos e quando eu ia voltar para o Brasil. (Se ele soubesse...queria estar em casa, pois viajar a trabalho nem sempre é no momento em que se quer estar na situação em que eu estava, 24 horas tentando chegar a um destino. Enfim, no caminho, as pessoas iam me dando informação, muito simpaticamente. Quase todos negros e com Black English...you know, man? Vontade de parar e conversar com essas pessoas. Quando eu estava saindo do banheiro, dei de cara com um segurança e um beagle lindo. (Eles farejam mesmo, Zazá que o diga). Não resisti e pedi para falar com o cachorro, que fez a maior festa para mim e me deixou com saudade dos meus e do Branco. Segui adiante e ninguém explicava o que fazer, onde ir para a conexão e alfândega. Depois de idas e vindas, cheguei na alfândega, tivemos que tirar os sapatos, e fiquei impressionada com os cartazes dizendo que eles zelavam pela segurança dos Estados Unidos. As pessoas reagem numa boa a algo que achei quase invasão, ter que tirar computador da bolsa, etc. Mas, enfim, passei e fui notando como os cartazes eram "politicamente corretos demais". Descobri que tem banheiro para família! Pode entrar pai, mãe e os filhos. Os telefones são super difíceis de usar. Aceitam moeda, mas não fazem interurbano com moedas e não dão troco, o cartão é para ser digitado de uma forma diferente das instruções do telefone. Vi a Miss Rodeo a carater e vários cowboys. Muitos atletas e tvs de plasma passando basquete. Tomei um Coffee Vanilla light no Starbucks Vinci (large) - depois do Diabo Veste Prada, sempre quis provar e isso me fez bem. Quero Starbucks no Rio sim, sei que já tem em SP, ou ia abrir. Vi o Burger King, avisos dizendo "I have the power" em imagens de crianças e negros...e muita pressa e praticidade. Pareciam várias atendentes do serviço funerário do "Pequena Miss Sunshine"...quem viu, sabe do que estou falando. Um exemplo, se você pergunta a hora, alguém olha o painel e te lembra: "it says here it is 18:40" (tipo, a informação tá aqui, não me pergunte, mas ainda assim respondem porque são obrigados a atender o turista...eu senti assim, e vi que funciona). Lembrei do suporte, veja o manual tal. Eles são tão organizados e tem tanta explicação em como fazer se algo não funcionar que as pessoas não param para te explicar. Tive sorte na segunda loja que vendia revistas e coisas para viajante, travesseiro de avião, cinto para dinheiro, muito chocolate, muito doce e muito souvenir. Achei tudo muito caro, mas agradeço a ajuda da atendente que me ajudou pacientemente a desvender o cartão telefônico. Liguei para Sharon, para o meu amor e descobri que mesmo tendo feito o check in, não poderia embarcar para Roanoke e a DELTA me deu necessaire e vouchers para Shutlle Bus, que te leva para o hotel. Voucher para hotel, para jantar, para café e vôo para Roanoke amanhã. Chorei, me senti incompetente, me senti cansada, pois em mais de 24 horas a fio, não cheguei ao meu destino. Falei com Sharon de novo, com meu amor e resolvi escrever para não surtar! Afinal, amanhã chegarei na metade de um treinamento na VTLS Inc e tenho que dar conta do recado, fazer bonito, representar bem minha equipe, que tem dado o seu melhor. Encontrar o presidente, os sócios, os agentes de outros escritórios, outros clientes. Quero fazer bonito! Torçam por mim. Boa noite! Ah, tá passando "Uma linda Mulher". Vi que tenho o melhor homem do mundo, cheio de gentilezas e surpresas como o Richard Gere nesse filme. Obrigada amor...boa noite!
domingo, 20 de abril de 2008
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